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MIUT Mapas UT115Imagine uma ilha plantada no meio do oceano atlântico norte a 900 km de Portugal Continental e a cerca de 600 km da costa de Marrocos. Uma ilha na qual a montanha por vezes beija o mar, límpido e azul, uma ilha onde existem quedas d’água sussurrantes, veredas, trilhos e quase 1500 km de levadas (canais de irrigação), um património cultural construído com o esforço hercúleo de sucessivas gerações que nunca se resignaram a abraçar a palavra isolamento, uma ilha onde ainda existe uma floresta endémica Laurissilva preservada, património mundial natural da UNESCO, de todos nós….

Essa ilha existe e tem um nome: Madeira.

Que a Madeira é terra de beleza ímpar e de inúmeros encantos e desafios, ninguém duvida. Mas experienciar in loco e de forma ativa todo esse deslumbramento ou, pelo menos, os cenários mais espetaculares desta ilha é apenas o privilégio de muito poucos.

O MIUT® – Madeira Island Ultra Trail proporcionará esse estimulante desafio, a de atravessar a ilha de lés-a-lés, no sentido noroeste-sudeste, iniciando em Porto Moniz, ao nível do mar, com passagens pelos pontos mais altos da ilha para depois regressar novamente ao nível do mar, em Machico. Uma viagem que transportará o participante para o imaginário de outros tempos onde a alma do madeirense não se deixou vencer pelas vicissitudes da orografia da ilha.

A 1ª fase do MIUT® (noturna) desenrola-se no maciço montanhoso ocidental, entre o Porto Moniz e a Encumeada e carateriza-se por ser um autêntico sobe e desce constante, com duas subidas altamente desafiantes (Fanal e Estanquinhos) e uma descida particularmente técnica para o Chão da Ribeira, a exigir atenção redobrada. Logo após o tiro de partida e uma primeira subida e descida, a passagem sobre a ponte da foz da ribeira da Janela (a mais longa da Madeira) promete ser bastante animada, pois são muitos os espetadores e acompanhantes que ali marcam presença, fazendo a festa e dando ânimo aos atletas para a longuíssima subida rumo à zona do Fanal, Reserva de Repouso e Silêncio, integrando a área do Parque Natural da Madeira, e local idílico onde predomina um bosque de Tis centenários, alguns dos quais já com existência anterior à descoberta da ilha. Outrora este era o caminho utilizado pelas gentes deste concelho para irem à serra buscar lenha. A chegada aos Estanquinhos marca o final deste início demolidor e convida o participante a uma longa descida para São Vicente, ainda antes da subida para a Encumeada, na qual o participante percorrerá trilhos também pelo interior da exuberante floresta Laurissilva, numa área envolvente ao parque florestal do Chão dos Louros - área integrante da Rede Europeia de Sítios de Importância Comunitária – Rede Natura 2000.

A 2ª fase (Encumeada-Areeiro), já no maciço montanhoso central, revela uma incursão ao Curral da Freiras, em tempos local de refúgio das freiras que fugiam a sete pés dos saques dos corsários, e onde se inicia precisamente o ataque aos picos mais altos da ilha (Ruivo e Areeiro) com subidas longas e desgastantes, amenizadas e compensadas, em parte, pelas vistas estonteantes sobre os vales, lombos e achadas, sobre a rede de córregos e ribeiros que alimentam as ribeiras ou, então, sobre um mar de nuvens que, eventualmente, se abata sobre o percurso. O percurso entre os picos Ruivo e Areeiro continuará a ser uma imagem de marca, não só pela sua dureza e beleza intrínsecas como também, por exemplo, por ser o único local conhecido no Mundo onde ocorre a nidificação da Freira da Madeira (Pterodroma madeira), espécie endémica da ilha e considerada a ave marinha mais ameaçada da Europa.

A partir do pico do Areeiro, entramos na 3ª e derradeira fase da prova, no maciço montanhoso oriental, maioritariamente a descer mas com algumas subidas de permeio. A passagem perto do Poço da Neve, património construído no perímetro do Parque Ecológico do Funchal, onde outrora se guardava o gelo que era carregado em sacos de couro, às costas, por homens corajosos que se lançavam encosta abaixo para o Funchal, transportam-nos para o imaginário de outros tempos, não muito longínquos… Já no Ribeiro Frio, ponto de paragem turística obrigatória, inicia-se talvez a última grande subida, digna desse nome, que levará os participantes à zona do Poiso. A partir daqui, o itinerário torna-se mais rolante e, após passagem pela Portela, donde se tem uma vista soberba a partir do miradouro que lá existe, os participantes embrenham-se pela serra das Funduras adentro, com os seus belíssimos singletracks ornamentados por fetos arbóreos de grandes dimensões. A descida técnica da Degolada para a vereda do Larano em direção à Boca do Risco revelará com certeza, para aqueles que lá passem ainda com a luz do dia, vistas inesquecíveis sobre a imensidão do límpido mar do norte a beliscar a base das imponentes arribas que caem literalmente mesmo debaixo dos nossos pés. A fase terminal, na levada do Caniçal, deverá proporcionar algum relaxamento e descanso muscular, assim como permitir admirar o belíssimo vale onde encaixa a cidade de Machico, ponto de paragem final desta viagem.

Se hoje o MIUT® é já um evento que das memórias do passado nos traz até ao sonho do futuro, a próxima edição será novamente o testemunho vivo de um conjunto de estimulantes desafios e oportunidades de eleição a não perder!

ATREVES-TE? CLARO QUE SIM! ESPERAMOS POR TI!

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